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23. Diário de quarentena

  • Nesc
  • 7 de ago. de 2020
  • 1 min de leitura

Fotografia de Victor Moriyama para o The New York Times, 2020.


Um vírus se espalhou pelo planeta. “Nós” fomos obrigados a nos trancafiar em casa. Dentro do “lar”, veio à tona a podridão do ser humano. Feminicídio aumentou, racismo aumentou, desigualdade social aumentou. Não sei se a palavra “aumentar” seria a ideal neste momento. Essas atitudes só refletem a verdade que tentamos camuflar com o excesso de ausência, com a negligência. O marido trabalhava o dia todo para não espancar a esposa, o negro continuou a trabalhar servindo o branco que está em isolamento, os pobres estão fazendo escolhas cruéis, morrer de Covid-19 ou de fome? Que país é este?


A pandemia revelou uma verdade mascarada a tempos. Nosso Brasil é composto de uma maioria (o pobre, o negro) que se sujeita e é explorado, vilipendiando e humilhado por uma minoria. Meritocracia, equidade só existem em discursos políticos. Quando o encontrarmos a cura do vírus, teremos que encarar essa dura realidade. A saber uma sociedade que “cresce” massacrando seus pares em uma relação parasitária tida como normal. Somos tudo, menos humanidade.


[Jéssica Maria da Silva, de Minduri - MG. 08 de junho de 2020]

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